Maternidade após 23 anos: tecido ovariano congelado gera bebê
Mulher que congelou tecido ovariano aos 17 para tratar câncer se torna mãe após reimplante e fertilização in vitro.
Foto: Reprodução
Aos 44 anos, Kassandra Bacon celebrou o nascimento de seu primeiro filho, Landon David Bacon, em 9 de setembro de 2026. O feito foi possível graças ao reimplante de tecido ovariano criopreservado há mais de duas décadas, quando a paciente ainda era adolescente.
O diagnóstico de linfoma de Hodgkin, recebido em 2001 aos 17 anos, forçou Kassandra a buscar alternativas para preservar sua fertilidade. Diante da agressividade do câncer e da necessidade de tratamentos intensivos, como quimioterapia em altas doses e transplante de medula óssea, ela optou pelo congelamento de tecido ovariano no Hospital Addenbrooke's, no Reino Unido, uma técnica considerada experimental na época.
A trajetória de Kassandra foi marcada por desafios médicos, incluindo a menopausa precoce, diagnosticada aos 33 anos como consequência dos tratamentos oncológicos. Em maio de 2024, após 23 anos de armazenamento, três fragmentos do tecido foram reimplantados no Sheba Medical Center, em Israel. O procedimento restaurou a função ovariana, permitindo que ela voltasse a menstruar.
Embora o reimplante tenha possibilitado a retomada do ciclo, a concepção de Landon ocorreu por meio de fertilização in vitro, após tentativas de gravidez natural não resultarem em sucesso. Em declarações ao programa Newshour, da BBC, Kassandra relembrou a dificuldade de enfrentar o diagnóstico durante o ensino médio e destacou que a busca pela preservação do tecido foi motivada pelo desejo de manter uma esperança futura, mesmo diante das incertezas do tratamento contra o câncer.
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