Massa muscular reduz risco de mortalidade em pacientes com câncer
Preservar a musculatura é crucial para o sucesso do tratamento e reduz riscos de complicações e mortalidade em pacientes com tumores sólidos.
Foto: Reprodução
Estudo conduzido pelo Núcleo de Pesquisas em Terapia Nutricional do Einstein Hospital Israelita aponta que a preservação da musculatura é um indicador determinante para o sucesso do tratamento oncológico.
A pesquisa, que avaliou 104 pacientes com tumores sólidos, demonstrou que indivíduos com pior qualidade muscular e alterações em biomarcadores específicos enfrentam maiores riscos de complicações e mortalidade durante o período de internação.
Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores utilizaram o ângulo de fase, obtido por meio de exame de bioimpedância, que avalia a integridade das células, e a relação ureia/creatinina, um marcador laboratorial que identifica o consumo das reservas musculares pelo organismo.
Os dados, divulgados originalmente pela Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) em maio de 2026, reforçam que a manutenção da massa muscular está associada a uma melhor tolerância às terapias, incluindo a redução do risco de toxicidade decorrente da quimioterapia.
A análise destaca que a utilização da bioimpedância e de exames laboratoriais de rotina, como a relação ureia/creatinina, permite uma avaliação eficaz e de baixo custo, sendo ferramentas acessíveis inclusive na rede pública de saúde para o monitoramento de pacientes oncológicos.
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