Justiça exige provas de retomada de aborto legal em hospital de SP

Prefeitura de SP tem prazo para comprovar reativação do serviço de interrupção legal da gravidez no hospital.

The Health Brief • • 1 min de leitura
Foto: Reprodução

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A 9ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo determinou que a Prefeitura apresente, em até 15 dias, evidências concretas da reativação do serviço de aborto legal no Hospital e Maternidade Vila Nova Cachoeirinha. A decisão da juíza Vanessa Velloso Silva Saad Picoli ocorre após a análise de documentos enviados pelo município, considerados insuficientes e genéricos pela magistrada.

Para cumprir a ordem judicial, a gestão municipal deverá entregar escalas detalhadas das equipes médicas, de enfermagem, serviço social e psicologia, além de registros de frequência dos profissionais desde o dia 18 de março de 2026. Também é exigida a apresentação dos protocolos clínicos adotados e o fluxo definido para o atendimento de urgências fora do horário ambulatorial.

O serviço no hospital, que era referência para procedimentos de alta complexidade, foi interrompido em dezembro de 2023 sob justificativa de reorganização da rede.

O município enfrenta atualmente uma multa de R$ 24,8 milhões, mantida pelo Tribunal de Justiça, referente ao período de 497 dias em que o serviço permaneceu suspenso. Em nota, a gestão Ricardo Nunes reiterou que o atendimento está em funcionamento e informou que irá recorrer da nova decisão judicial para evitar o pagamento da penalidade financeira.

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