Investigação sobre expulsão de pesquisadores na ADA segue aberta
Divergências internas na Associação Americana de Diabetes levantam dúvidas sobre a conclusão de apuração sobre expulsão de pesquisadores em evento.
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A American Diabetes Association enfrenta novos questionamentos internos após membros do Comitê de Auditoria e Governança divergirem da afirmação de que a revisão sobre a expulsão de cinco pesquisadores em junho estaria concluída.
O incidente ocorreu em 5 de junho de 2026, durante a conferência anual da entidade em Nova Orleans. Na ocasião, Steven Kahn, Maureen Gannon, Aaron Kelly, Justin Ryder e Desmond Schatz foram removidos por seguranças e policiais enquanto distribuíam cópias de um editorial publicado no periódico Diabetes Care, que criticava mudanças nas políticas federais de financiamento de pesquisa nos Estados Unidos.
Em 1º de setembro de 2026, o CEO da associação, Chuck Henderson, anunciou que a investigação independente sobre o caso havia sido finalizada. No entanto, integrantes do comitê responsável indicaram que o trabalho ainda não foi encerrado, uma vez que as conclusões preliminares não abrangem todo o escopo da apuração nem a totalidade das entrevistas realizadas.
A ADA sustenta, em suas conclusões preliminares, que a remoção dos pesquisadores ocorreu devido a uma conduta que interrompeu o evento e violou o Código de Conduta dos Participantes, negando que o conteúdo do material distribuído tenha motivado a ação. Os pesquisadores contestam essa versão, classificando-a como incorreta e desproporcional.
O caso gerou repercussão na comunidade científica, resultando em uma carta aberta assinada por mais de 6.500 pessoas e na renúncia de dois líderes da organização. Enquanto a revisão interna prossegue, os envolvidos apontam que muitas perguntas sobre o episódio permanecem sem respostas definitivas.