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Inteligência artificial otimiza tratamento após cirurgia de tireoide

IA aponta risco de hipocalcemia pós-cirurgia de tireoide e auxilia na decisão de suplementação.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Nova tecnologia desenvolvida pelo A.C.Camargo Cancer Center auxilia médicos a prever a hipocalcemia transitória, uma das complicações mais comuns após a retirada total do órgão.

O modelo de inteligência artificial foi treinado com dados de 7.066 pacientes atendidos pela instituição entre 2014 e 2024. A ferramenta, validada prospectivamente em um grupo de 149 novos casos, tem como objetivo principal orientar a decisão clínica sobre a necessidade de suplementação preventiva de cálcio e vitamina D.

A hipocalcemia transitória afeta entre 15% e 40% dos pacientes submetidos à tireoidectomia total. A condição ocorre devido à manipulação ou comprometimento temporário das glândulas paratireoides, que regulam os níveis de cálcio no sangue. Atualmente, o diagnóstico baseia-se na dosagem do hormônio PTH, um método que apresenta limitações, já que cerca de 30% dos pacientes com níveis baixos não manifestam sintomas, resultando em tratamentos desnecessários.

Segundo o Dr. Genival Barbosa de Carvalho, cirurgião de cabeça e pescoço do A.C.Camargo e um dos autores do estudo, a complicação é grave e impacta negativamente a recuperação, elevando o tempo de internação e os custos hospitalares. O estudo, intitulado 'Artificial intelligence for predicting transient hypocalcemia after total thyroidectomy', foi publicado na revista Scientific Reports, do portfólio Nature, e contou com financiamento da FAPESP.

A implementação da ferramenta na prática clínica visa oferecer um manejo pós-operatório mais preciso, permitindo que a suplementação seja administrada apenas aos pacientes que realmente apresentam risco elevado, otimizando a assistência hospitalar.

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