Inteligência artificial auxilia no cuidado de pacientes com Alzheimer
Tecnologias de voz e robôs oferecem suporte emocional e estímulo cognitivo, mas não substituem o contato humano no tratamento.
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Tecnologias de voz e robótica estão sendo integradas ao cotidiano de centros de assistência para oferecer suporte emocional e estímulo cognitivo a idosos.
Em uma unidade no sudoeste da França, o centro La Septfontoise tem testado o uso de uma ferramenta chamada Livana. O dispositivo permite que pacientes com Alzheimer interajam através de um telefone que simula a voz de familiares, como netos, configurada previamente para reproduzir momentos significativos da vida do idoso.
Nicolas Raulin, fundador da Livana, explica que o sistema é totalmente personalizado. A configuração da ferramenta é realizada em conjunto pela família do paciente e pelos psicólogos da instituição, visando criar um ambiente de diálogo que ajude a reduzir episódios de agitação.
Além da solução de áudio, pesquisas conduzidas pela Dra. Maribel Pino no Broca Living Lab, da Assistência Pública-Hospitais de Paris, investigam o uso de robôs humanoides e com aparência animal. O objetivo é observar como a interação com essas máquinas pode auxiliar no tratamento de idosos com deficiência cognitiva.
Apesar dos avanços tecnológicos, a diretora do centro La Septfontoise, Ghislaine Verines, reforça que essas inovações possuem um papel estritamente complementar. Segundo a gestora, a tecnologia não substitui o contato humano nem o trabalho essencial dos profissionais de saúde no cuidado diário aos pacientes.