Imunoterapia transforma tratamento contra câncer de pulmão
Tratamento estimula defesa do corpo e exames podem prever sucesso, mudando o cenário para pacientes com doença avançada.
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Nova abordagem permite controle prolongado da doença em pacientes metastáticos e avança na identificação de biomarcadores para prever a resposta terapêutica.
A introdução da imunoterapia no protocolo de combate ao câncer de pulmão alterou significativamente o prognóstico de pacientes com a doença em estágio 4. Diferente da quimioterapia e da radioterapia convencionais, que agem diretamente sobre as células tumorais, a imunoterapia atua estimulando o sistema imunológico a reconhecer e destruir as células cancerígenas, superando as estratégias de evasão utilizadas pelos tumores.
Um estudo publicado em junho de 2026 na revista iScience, conduzido por pesquisadores do Einstein e outros centros brasileiros, trouxe novos dados sobre essa eficácia. A pesquisa identificou características específicas no sangue, relacionadas ao metabolismo e ao sistema imune, que estão associadas à resposta ou à resistência ao tratamento em casos de câncer de células não pequenas.
Esses achados científicos abrem caminho para a criação de um exame diagnóstico capaz de prever, antes do início da terapia, a probabilidade de um paciente responder positivamente ao tratamento. A implementação clínica dessa ferramenta poderia reduzir a necessidade de biópsias invasivas, otimizando a escolha da estratégia terapêutica e evitando procedimentos desnecessários para pacientes com baixa probabilidade de sucesso com a imunoterapia.