Imigrantes legais perdem acesso ao Medicaid a partir de outubro
Milhões de imigrantes legais, incluindo refugiados e vítimas de tráfico, perdem acesso à saúde pública nos EUA com novas regras.
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Centenas de milhares de refugiados, asilados e vítimas de tráfico humano deixarão de contar com a cobertura de saúde pública nos Estados Unidos a partir de 1º de outubro de 2026.
A mudança é uma consequência direta da lei One Big Beautiful Bill Act, sancionada pelo presidente Donald Trump em 4 de julho de 2025. A legislação estabelece novas regras de elegibilidade para o Medicaid, programa de assistência médica voltado a populações vulneráveis, com o objetivo de reduzir os gastos federais em cerca de 900 bilhões de dólares até o ano de 2034.
Entre os grupos impactados estão indivíduos com status legal de permanência no país, como refugiados de guerra, pessoas que fugiram de perseguição, vítimas de exploração sexual e intérpretes que prestaram serviços às forças militares americanas no Afeganistão. É importante notar que a medida não altera a situação de portadores de green cards.
Segundo estimativas do Congressional Budget Office, a alteração na política de saúde resultará em um aumento de aproximadamente 100 mil imigrantes sem seguro médico no país até 2034. A iniciativa faz parte do movimento Make America Healthy Again, que busca reformular o sistema de saúde sob a gestão atual.
O impacto da medida deve se ampliar nos próximos meses. A legislação prevê que, a partir de 2027, outros grupos de imigrantes também perderão o acesso a subsídios de planos vinculados ao Affordable Care Act e a coberturas do Medicare.