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IA da Anthropic identifica novo sistema biológico em bactérias

IA descobre sistema em vírus, mas potencial para edição genética ainda é incerto e pode ser limitado.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O modelo de linguagem Claude, desenvolvido pela empresa Anthropic, identificou um sistema biológico inédito em vírus que infectam bactérias, denominado ART (array-associated reverse transcriptases). A descoberta foi realizada de forma autônoma após 21 horas de processamento computacional.

Para chegar ao resultado, a equipe utilizou cerca de 950 agentes de inteligência artificial que analisaram uma base de dados composta por 1,9 bilhão de clusters de proteínas. O sistema recuperou aproximadamente 200 mil enzimas, selecionou 3.564 famílias candidatas e gerou 19 relatórios técnicos para análise humana.

O anúncio, feito em 23 de setembro de 2026, baseia-se em um artigo preliminar que ainda não passou por revisão por pares. O sistema ART apresenta uma estrutura de repetições de DNA que levou a comparações superficiais com a tecnologia CRISPR, embora a enzima central, a transcriptase reversa, já fosse conhecida pela comunidade científica.

O CEO da Anthropic, Dario Amodei, ressaltou que a função biológica precisa do ART e sua eventual utilidade biotecnológica permanecem incertas. Especialistas da área, como o microbiologista Kevin Blake, ponderam que não há evidências de que o sistema possa rivalizar com o CRISPR ou ser aplicado em tratamentos práticos.

A iniciativa faz parte de um novo esforço da Anthropic em ciências da vida, que incluiu a criação de um laboratório próprio no início de 2026. A viabilidade do ART como uma ferramenta de edição genética depende agora de experimentos laboratoriais futuros que comprovem sua eficácia funcional.

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