Governo planeja incluir canetas emagrecedoras no SUS
Governo planeja incluir remédios contra obesidade no SUS com foco em milhões de pacientes e custo anual bilionário.
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O Ministério da Saúde estima um investimento anual de R$ 1,5 bilhão para viabilizar a oferta de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida na rede pública de saúde.
O plano foi detalhado pelo ministro Alexandre Padilha, que busca ampliar o acesso a tratamentos para obesidade. A proposta visa atender milhões de pacientes, embora critérios específicos, datas de início e custos individuais ainda estejam sob análise técnica.
No dia 24 de setembro de 2026, a pasta solicitou formalmente à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a criação de um protocolo clínico para o uso desses fármacos. O órgão deverá definir as diretrizes de prescrição, considerando fatores como o grau de obesidade e a presença de comorbidades, além de avaliar a viabilidade econômica da medida.
A incorporação dessas tecnologias já foi rejeitada pela Conitec em três ocasiões anteriores. Em agosto de 2025, uma proposta foi negada com estimativa de custo de R$ 6,8 bilhões em cinco anos. O governo federal argumenta, contudo, que o cenário atual é distinto devido à expiração de patentes, ao estímulo à produção nacional e à entrada de novos fabricantes no mercado, fatores que teriam reduzido os preços em cerca de 70%.
Segundo o ministro Alexandre Padilha, a medicação deve ser integrada a ações de reeducação alimentar e prática de atividades físicas. O governo nega que a iniciativa tenha caráter eleitoral, sustentando que o objetivo é reduzir os custos a longo prazo para o sistema de saúde através do tratamento da obesidade.