Geórgia se torna epicentro global de barrigas de aluguel
País europeu se torna centro internacional de gestação por substituição, atraindo estrangeiros com mercado em expansão e regulamentação incipiente.
Foto: Reprodução
O país consolidou-se como um destino internacional para a gestação por substituição, atraindo estrangeiros diante da proibição da prática em diversas nações europeias e mudanças geopolíticas na região.
A migração de agências que operavam na Rússia para a Geórgia, iniciada após o conflito na Ucrânia, impulsionou o setor. Dados da Agência de Desenvolvimento de Serviços Públicos local revelam que o número de nascimentos por esse método saltou de cerca de 300 em 2021 para 1.172 em 2023, um crescimento expressivo em apenas dois anos.
O mercado movimenta valores significativos, com pacotes oferecidos por intermediárias que variam entre R$ 290 mil e R$ 350 mil. Atualmente, mais de 3 mil mulheres estão cadastradas no país para atuar como gestantes de substituição, totalizando 5.393 nascimentos registrados pelo método desde 2012.
A busca pelo serviço envolve desafios jurídicos complexos para os contratantes. O caso de um casal de Hamburgo, que tentou recorrer à prática, ilustra as dificuldades enfrentadas por alemães, já que a gestação por substituição é ilegal na Alemanha. Após enfrentarem obstáculos no reconhecimento legal da filiação, o casal optou por suspender o projeto.
Apesar da expansão, o setor na Geórgia é alvo de críticas devido à ausência de uma regulação robusta para as agências intermediárias, gerando preocupações sobre garantias sociais e os direitos das mulheres envolvidas no processo.
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