Falha em esterilização no HSPE adia cirurgia e deixa idosa com sequela
Falha na higienização de materiais adia cirurgia e deixa idosa com sequela irreversível, aponta família.
Foto: Reprodução
Familiares denunciam que a falta de equipe para higienização de equipamentos causou o adiamento de um procedimento cirúrgico urgente, resultando em danos permanentes à mobilidade da paciente.
A idosa, de 74 anos, deu entrada no Hospital do Servidor Público Estadual de São Paulo (HSPE) no dia 26 de setembro de 2026, após sofrer uma queda que ocasionou traumatismo cranioencefálico e lesão na medula. Segundo relatos da filha da paciente, a equipe médica que realizou o atendimento inicial recomendou que a cirurgia fosse feita em um prazo máximo de 72 horas para evitar complicações graves.
No entanto, o procedimento foi cancelado em duas ocasiões distintas. A justificativa apresentada pela unidade hospitalar foi a ausência de pessoal disponível para realizar a esterilização dos equipamentos necessários para a operação. Devido ao impasse, a intervenção cirúrgica só foi concretizada uma semana após a internação.
A família afirma que, após o longo período de espera, a paciente perdeu os movimentos das pernas. Os parentes expressam preocupação com a possibilidade de que a perda de mobilidade seja um quadro irreversível.
Em nota, o Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo (Iamspe) limitou-se a informar que a agenda cirúrgica da instituição segue critérios de gravidade dos pacientes atendidos no pronto-socorro. O órgão não prestou esclarecimentos sobre a falta de equipe de esterilização ou sobre o descumprimento do prazo recomendado pelos médicos para o caso específico.
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