Estudo sugere presença de bactérias gigantes no intestino humano
Bactérias gigantes, antes restritas a ambientes aquáticos, podem habitar o intestino humano e ter relação com doenças.
Foto: Reprodução
Pesquisa recente indica que microrganismos visíveis a olho nu, anteriormente associados a manguezais e peixes, podem compor o microbioma intestinal de seres humanos.
Historicamente, as bactérias gigantes, como as do gênero Epulopiscium, eram conhecidas por habitar ambientes aquáticos e o trato digestivo de peixes-cirurgiões. Esses organismos destacam-se por seu tamanho extraordinário, podendo ser até um milhão de vezes maiores que uma bactéria comum, como a E. coli, além de apresentarem poliploidia extrema e formas reprodutivas singulares.
Dados científicos apontam que o microbioma humano abriga cerca de 4.600 espécies bacterianas, das quais dois terços permanecem sem cultivo em laboratório. Uma análise conduzida por um grupo de pesquisadores, incluindo Yiang Lyu e Marit Grüner, identificou sequências genéticas de Epulopiscium em amostras humanas.
Os resultados indicam que a presença desses microrganismos é mais frequente durante o primeiro ano de vida. Em adultos, a abundância dessas bactérias apresenta variações conforme o estado de saúde: observa-se um aumento em casos de doenças inflamatórias intestinais e câncer colorretal, enquanto uma redução é notada em condições neurológicas.
A descoberta abre uma nova frente de investigação científica sobre a interação desses organismos com o sistema imunológico e o papel que desempenham na saúde humana ao longo do envelhecimento.
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