Estudo revela como árvores tropicais sobrevivem a secas
Adaptação evolutiva permite a árvores tropicais realizar fotossíntese noturna e sobreviver à seca.
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Pesquisadores da Universidade de Viena desvendaram os mecanismos genéticos que permitem ao gênero de árvores Clusia realizar fotossíntese noturna para conservar água em ambientes áridos.
A estratégia, conhecida como metabolismo ácido das crassuláceas (CAM), possibilita que essas plantas absorvam dióxido de carbono durante a noite e mantenham seus estômatos fechados ao longo do dia. O estudo, publicado na revista Nature Communications em 2026, demonstra que essa adaptação não surgiu de uma única mutação, mas de um complexo processo evolutivo.
A equipe liderada por Wolfram Weckwerth identificou que o fenômeno foi impulsionado por duplicações de genoma inteiro, seguidas por milhões de anos de rearranjos genéticos. Esse histórico permitiu que espécies como Clusia rosea, Clusia minor e Clusia major desenvolvessem diferentes níveis de eficiência fotossintética, variando de formas adaptáveis a estratégias mais robustas.
A capacidade dessas árvores de realizar CAM foi observada pela primeira vez há mais de dois séculos por Alexander von Humboldt. O gênero Clusia é considerado um modelo científico único, sendo o único grupo conhecido de árvores capaz de praticar essa forma de fotossíntese.
A compreensão detalhada desses mecanismos genéticos abre caminhos para futuras pesquisas voltadas ao desenvolvimento de culturas agrícolas mais resilientes a condições climáticas extremas, utilizando o conhecimento sobre a plasticidade fotossintética dessas espécies tropicais.