Estudo questiona efeitos duradouros da psilocibina em roedores
Estudo com cinco laboratórios não replicou benefícios duradouros da psilocibina em camundongos, levantando dúvidas sobre efeitos de longo prazo.
Adobe (Reprodução/STAT News)
Uma pesquisa colaborativa publicada na revista Nature Neuroscience aponta dificuldades na replicação de benefícios terapêuticos de longo prazo atribuídos à psilocibina em modelos animais.
O trabalho reuniu cinco laboratórios independentes, incluindo pesquisadores da UC Berkeley, UCSF e Stanford, com o objetivo de testar a consistência dos efeitos comportamentais do composto em camundongos. A investigação focou em verificar se as respostas observadas em estudos anteriores seriam replicáveis sob condições controladas.
Os resultados indicaram que, embora a psilocibina produza efeitos agudos imediatos — como a resposta de sacudida de cabeça e alterações transitórias na esquiva e no medo —, não houve redução replicável em comportamentos associados à ansiedade ou depressão 24 horas após a administração da substância.
Além da ausência de melhora em quadros depressivos ou ansiosos, os dados combinados mostraram que o composto não promoveu avanços significativos no aprendizado social ou na extinção do medo no período observado após a dose.
Os autores do estudo, entre eles Christine Liu, Lindsay P. Cameron e Vikaas Singh Sohal, destacam que os achados desafiam suposições estabelecidas sobre o potencial terapêutico duradouro da psilocibina em modelos de roedores. A conclusão reforça a necessidade de realizar replicações em larga escala para mitigar o viés de publicação científica na área de psicodélicos.
Assine o The Health Brief
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais