Estudo indica que vício em exercício é menos comum do que se pensa
Estudo aponta que dependência de atividades físicas pode ser menos comum do que se pensava, exigindo critérios diagnósticos mais precisos.
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Uma revisão científica recente sugere que a prevalência do vício em atividades físicas pode estar sendo superestimada em estudos anteriores, trazendo uma nova perspectiva sobre o comportamento de atletas e praticantes de esportes.
A pesquisa, publicada em abril no Journal of Behavioral Addictions, foi conduzida por uma equipe internacional composta por especialistas das universidades ELTE Eötvös Loránd e Széchenyi István, na Hungria, e da Flinders, na Austrália.
Embora o vício em exercícios seja um fenômeno real e capaz de gerar impactos negativos nas esferas física, psicológica e social do indivíduo, os autores da revisão apontam que a literatura acadêmica atual pode ter inflado os números sobre a frequência desse transtorno na população geral.
O levantamento buscou analisar criticamente os dados disponíveis, questionando a metodologia de estudos prévios que classificavam comportamentos intensos de treino como dependência clínica.
A conclusão do grupo de pesquisadores reforça a necessidade de critérios diagnósticos mais rigorosos para diferenciar o comprometimento saudável com o esporte de quadros patológicos, evitando diagnósticos imprecisos sobre o tema.