Estudo global aponta maior prevalência de dor em mulheres
Pesquisa global com milhões de pessoas confirma maior incidência de dores em mulheres em todas as áreas do corpo.
Foto: Reprodução
Uma análise abrangente publicada na revista Nature Medicine revela que o público feminino apresenta maior frequência de dores em todas as 11 regiões anatômicas avaliadas. O levantamento, divulgado em 5 de outubro de 2026, consolidou dados de mais de 6,1 milhões de pessoas em 118 países.
A pesquisa utilizou 902 fontes populacionais, englobando indivíduos de 5 a mais de 100 anos, com registros coletados entre 1990 e 2025. Os resultados destacam que as disparidades entre os sexos são mais acentuadas em quadros de dores de cabeça, faciais e abdominais.
Marta Miret, pesquisadora e professora do departamento de Psiquiatria da Universidade Autônoma de Madri, explicou que as causas para essa diferença são múltiplas. Segundo a especialista, as mulheres enfrentam com maior frequência condições que historicamente receberam menos atenção científica, como endometriose, enxaqueca menstrual e artrite reumatoide.
O estudo observou ainda que a prevalência de dor tende a aumentar com o envelhecimento, apresentando um crescimento mais acelerado antes dos 55 anos. Além de fatores biológicos, o levantamento identificou que variáveis como tabagismo, obesidade e condições socioeconômicas, como a baixa renda, estão associadas a 18,3% da carga global de dor.
Os autores ressaltam que os dados refletem padrões populacionais de dor autorreportada. Portanto, os resultados não indicam que o sexo seja a causa única da dor, nem permitem prever a experiência individual de cada paciente, servindo como uma das maiores análises mundiais já realizadas sobre o tema.
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