Estudo da Fiocruz aponta maior adesão à PrEP injetável contra HIV
Injeção mensal de PrEP demonstra maior eficácia e adesão contra o HIV em estudo brasileiro.
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Pesquisa publicada na revista The Lancet HIV revela que a versão injetável do cabotegravir oferece proteção superior à modalidade oral diária, com taxas de adesão significativamente mais altas entre o público jovem.
O estudo ImPrEP CAB Brasil acompanhou 1.201 participantes entre 18 e 30 anos em seis capitais brasileiras, de outubro de 2023 a outubro de 2025. Os dados indicam que os usuários do método injetável mantiveram entre 90,8% e 91% dos dias de acompanhamento protegidos, enquanto o grupo que utilizou a PrEP oral registrou uma cobertura de 35,5% a 47%.
Em termos de eficácia clínica, a incidência de novas infecções pelo HIV foi menor no grupo que recebeu o injetável, com 0,20 casos por 100 pessoas/ano, contra 1,48 no grupo da profilaxia oral. Além disso, 92% das doses do cabotegravir foram aplicadas rigorosamente dentro do prazo estabelecido pelo protocolo.
Beatriz Grinsztejn, infectologista do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) e pesquisadora principal, ressaltou que a incorporação do injetável representa um avanço estratégico para a prevenção, embora não substitua a necessidade de outras formas de profilaxia disponíveis.
A tecnologia, aprovada pela Anvisa em 2023, teve seu preço de aquisição definido pelo Ministério da Saúde em julho de 2026. A Conitec deve iniciar as discussões sobre a implementação do medicamento no Sistema Único de Saúde (SUS) em outubro de 2026, após a conclusão da consulta pública sobre o tema.