Estratégia francesa eleva cobertura vacinal infantil
França inverteu hesitação vacinal com obrigatoriedade e foco na efetividade da imunização.
Foto: Reprodução
O país superou um cenário de alta hesitação ao priorizar a efetividade da imunização em vez de focar exclusivamente no combate à desinformação.
Em 2018, a França implementou uma mudança legislativa rigorosa, tornando obrigatória a aplicação de mais de dez vacinas para crianças. Na época, o movimento gerou preocupação entre pesquisadores, que alertaram para o risco de a medida provocar um efeito contrário, aumentando a resistência da população à vacinação.
Apesar do receio inicial, o cenário atual mostra que a estratégia foi bem-sucedida. O país reverteu os índices críticos de hesitação e hoje apresenta taxas de cobertura para diversos imunizantes que superam as metas estabelecidas pelas autoridades de saúde.
A experiência francesa reforça a premissa de que a garantia da vacina no braço é um objetivo central, mesmo diante de debates sobre a obrigatoriedade. O tema guarda paralelos com o Brasil, onde o Supremo Tribunal Federal decidiu, em 2020, que a recusa de pais em vacinar os filhos não pode ser fundamentada apenas em convicções filosóficas, religiosas ou existenciais.
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