Especialistas apontam mitos sobre a busca pela longevidade
Especialistas alertam para desinformação e promessas milagrosas sobre longevidade, focando em saúde e bem-estar.
(Reprodução/Folha - Equilíbrio)
O interesse crescente por métodos de prolongamento da vida tem gerado uma onda de informações sem comprovação científica, alertam pesquisadores da área.
Dados do relatório de 2026 do XRC Brand Capital Fund indicam que as buscas na internet sobre o tema no final de 2025 foram quatro vezes superiores ao registrado no ano anterior. Esse fenômeno, impulsionado por redes sociais como YouTube e TikTok, popularizou o uso de suplementos e peptídeos que, segundo especialistas, carecem de rigor científico e podem oferecer riscos à saúde.
Sofiya Milman, professora de estudos sobre longevidade humana no Instituto de Pesquisa sobre o Envelhecimento da Albert Einstein College of Medicine, reforça a necessidade de cautela. Para a pesquisadora, é fundamental desfazer equívocos que circulam amplamente no ambiente digital sem qualquer base fundamentada.
O foco da ciência contemporânea, segundo Steven Austad, professor de biologia da Universidade do Alabama em Birmingham, difere da narrativa comum de prolongamento extremo da vida. O objetivo central dos estudos atuais é aumentar a expectativa de vida saudável, ou seja, o período em que o indivíduo permanece livre de doenças e com qualidade de vida.
Austad ressalta que o aumento do tempo total de vida seria, na verdade, um efeito colateral positivo da manutenção da saúde por mais tempo, e não a meta principal dos pesquisadores. A prioridade, portanto, permanece sendo a longevidade com bem-estar, distanciando-se de promessas milagrosas de antienvelhecimento.
Assine o The Health Brief
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais