Especialistas alertam para riscos específicos de AVC em mulheres
Especialistas alertam para fatores hormonais e reprodutivos que aumentam a complexidade e o perigo do AVC em mulheres.
Fatores de risco subestimados tornam o AVC em mulheres ainda mais perigoso (Age without limits)
Durante o XXXII Congresso Brasileiro de Neurologia, realizado em outubro, especialistas destacaram que fatores hormonais e reprodutivos tornam o acidente vascular cerebral mais complexo no público feminino.
A neurologista Letícia Januzi de Almeida Rocha, vice-presidente da Sociedade Brasileira de AVC, explicou que a trajetória biológica da mulher, que inclui variações hormonais e etapas reprodutivas, influencia diretamente o fenótipo vascular e o risco cardiovascular.
Entre os pontos de atenção citados estão a menarca em idade atípica, o uso de contraceptivos de alta dosagem, a endometriose, a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina e a insuficiência ovariana prematura. Esses elementos devem ser integrados à avaliação clínica de rotina.
Outro desafio apontado no evento é a manifestação de sintomas atípicos. Diferente do quadro clássico, mulheres podem apresentar fraqueza generalizada, confusão mental, dores de cabeça intensas ou enxaquecas, o que frequentemente atrasa a busca por socorro médico imediato.
O debate reforça a necessidade de protocolos de atendimento mais atentos às particularidades de gênero, visando reduzir o tempo de resposta e melhorar o prognóstico para pacientes que apresentam sinais menos evidentes da condição.
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