Escolas na Pensilvânia enfrentam riscos por mofo e calor extremo
Infraestrutura precária e calor extremo forçam escolas a fechar, expondo alunos a riscos ambientais e de saúde.
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Problemas de infraestrutura em prédios antigos da região de Pittsburgh forçaram o fechamento de unidades e a migração de alunos para o ensino remoto no início de setembro de 2026.
Pelo menos quatro distritos escolares no sudoeste da Pensilvânia registraram a presença de mofo em suas instalações. Paralelamente, o sistema de Escolas Públicas de Pittsburgh precisou transferir 35 prédios para o formato virtual devido a temperaturas internas que atingiram a marca de 90°F, aproximadamente 32°C.
A situação expõe a vulnerabilidade de estudantes em estruturas escolares obsoletas. Segundo Rebecca Smullin Dawson, professora associada de biologia no Allegheny College, crianças possuem uma sensibilidade maior a riscos ambientais do que adultos, o que torna as condições atuais das salas de aula particularmente preocupantes.
O cenário é agravado pela falta de sistemas de ar-condicionado em muitas escolas, onde o uso de ventiladores se mostra insuficiente para mitigar o calor. Além disso, o mofo presente em tubulações e paredes antigas representa uma ameaça constante, podendo causar irritações e problemas de saúde imediatos ou de longo prazo.
Um estudo estadual realizado em 2025 já havia alertado que a presença de mofo, chumbo e radônio é um problema generalizado nos prédios escolares da Pensilvânia. Até o momento, não foram divulgados cronogramas oficiais para reformas ou planos de mitigação definitiva para os problemas estruturais enfrentados pelos distritos.