Entenda por que o cérebro faz algumas pessoas falarem dormindo
Psicólogo explica que sonilóquio, comum em 60% da população, reflete exaustão e desregulação do descanso.
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Fenômeno atinge mais de 60% da população e está associado a quadros de exaustão física e alterações nos ciclos de descanso.
O ato de falar durante o sono, conhecido cientificamente como sonilóquio, é uma forma de parassonia que afeta a maioria das pessoas em algum momento da vida. De acordo com um artigo publicado na seção Equilíbrio da Folha de S.Paulo, o comportamento é mais frequente em indivíduos que apresentam níveis elevados de cansaço.
Estudos sobre o tema indicam uma correlação direta entre a fala noturna e a qualidade do descanso. Pessoas que apresentam esse comportamento costumam dormir, em média, uma hora e meia a menos por noite. Além disso, observou-se que esses indivíduos possuem cerca de metade do tempo de sono REM quando comparados a quem não fala enquanto dorme.
A explicação científica para o fenômeno reside na forma como o cérebro processa o repouso. O sono não ocorre de maneira uniforme em todas as regiões cerebrais. Para quem fala dormindo, as áreas responsáveis pela linguagem e pela fala permanecem ativas, enquanto as regiões que normalmente inibiriam a vocalização durante o repouso encontram-se desligadas.
O conteúdo, originalmente veiculado via The Conversation e assinado por um psicólogo do sono, reforça que o episódio é um reflexo direto da falta de sincronia no adormecimento das diferentes partes do cérebro, sendo um processo mais comum em momentos de privação de sono.