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Entenda a síndrome que leva pais a esquecerem filhos no carro

Falha de memória involuntária em cuidadores pode levar a tragédias fatais em veículos.

The Health Brief 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

O fenômeno conhecido como Síndrome do Bebê Esquecido provoca falhas involuntárias de memória em cuidadores, resultando em situações fatais de insolação ou sufocamento dentro de veículos. O problema, que não é classificado como negligência intencional, ocorre quando o cérebro entra em modo de piloto automático durante mudanças na rotina.

O caso de Bryce, um bebê de nove meses que morreu em 2007 após ser esquecido pela mãe, Lyn Balfour, ilustra a gravidade do problema. A falha está associada a lapsos na memória prospectiva, responsável por lembrar tarefas futuras, e na memória semântica, que rege ações automáticas do cotidiano.

Dados apontam que 11% dos pais já esqueceram um filho no carro ao menos uma vez, número que sobe para 25% entre responsáveis por crianças de até três anos. Nos Estados Unidos, a média é de 38 mortes anuais, totalizando mais de mil vítimas desde o final da década de 1990.

O risco é agravado pelas condições térmicas no interior de veículos. Com 30°C externos, a temperatura interna pode superar 40°C em dez minutos e atingir 50°C em uma hora. O uso de cadeirinhas no banco traseiro, embora fundamental para a segurança em colisões, reduz a interação visual direta, o que pode contribuir para o esquecimento em momentos de distração, estresse ou privação de sono.

Especialistas como o psicólogo David Diamond, da Universidade do Sul da Flórida, explicam que quase todos os relatos de pais envolvem alterações de percurso ou horários. O pediatra Nibras Naami, do Centro Infantil de Hematologia do Oeste da Alemanha, ressalta que crianças pequenas não possuem autonomia para escapar de tais situações.

Como medida preventiva, especialistas recomendam o uso de lembretes visuais, como deixar objetos pessoais ou brinquedos da criança no banco traseiro. Em países como a Itália, o uso de dispositivos de alarme integrados às cadeirinhas é obrigatório por lei para crianças de até quatro anos.

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