Dor no ombro após os 40 anos nem sempre indica lesão grave

Alterações comuns em exames de ombro após os 40 anos não indicam necessariamente dor ou necessidade de cirurgia, segundo pesquisa.

The Health Brief • • 1 min de leitura
Foto: Reprodução

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Estudo publicado no periódico JAMA Internal Medicine revela que alterações detectadas em exames de ressonância magnética no ombro de adultos acima de 40 anos são comuns e, frequentemente, não possuem relação direta com sintomas dolorosos ou necessidade de cirurgia.

A pesquisa acompanhou 602 adultos com idades entre 41 e 76 anos. Os resultados apontaram que 99% dos participantes apresentaram algum tipo de alteração no manguito rotador, independentemente de sentirem dor. Entre os voluntários que não apresentavam sintomas, 96% possuíam alterações na imagem, enquanto o índice foi de 98% no grupo que relatava dor.

As rupturas parciais foram identificadas como a alteração mais frequente, atingindo 62,4% dos participantes, seguidas pela tendinopatia, com 25,3%. O manguito rotador, composto por quatro tendões, desempenha um papel fundamental na movimentação e estabilização da articulação do ombro, sofrendo um processo natural de degeneração com o envelhecimento.

O ortopedista Marcos Pimentel, do Hospital Ortopédico da Bahia, reforça que a presença de uma alteração estrutural na imagem não deve ser o fator isolado para a indicação de uma intervenção cirúrgica. Segundo o especialista, o diagnóstico deve priorizar a avaliação clínica e o exame físico, utilizando os exames de imagem apenas como ferramentas complementares para evitar diagnósticos excessivos e tratamentos desnecessários.

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