Psilocibina previne neuropatia causada por quimioterapia
Composto psicodélico demonstra potencial para proteger nervos de danos causados por quimioterapia, aliviando dores intratáveis.
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Estudo publicado na revista Science revela que o composto psicodélico protege células nervosas contra danos neurotóxicos de agentes quimioterápicos.
Pesquisadores do Centro de Câncer MD Anderson, da Universidade do Texas, identificaram que a psilocibina é capaz de prevenir a neuropatia periférica induzida pela quimioterapia, conhecida como NPIQ. A condição, que afeta cerca de 75% dos pacientes submetidos ao tratamento oncológico, causa dores nas mãos e nos pés, podendo se tornar intratável em um terço dos casos.
A descoberta, detalhada em artigo publicado em 3 de setembro de 2026, demonstra que a substância preserva o tráfego mitocondrial nas células nervosas. O mecanismo impede que os agentes quimioterápicos causem o dano que leva à dor crônica.
O autor sênior Moran Amit explicou que a evidência surgiu após observações em camundongos com tumores, que não desenvolveram neuropatia ao receberem a psilocibina antes do tratamento. A equipe validou os resultados ao repetir o procedimento com diversos quimioterápicos e analisar amostras de tecidos humanos.
O estudo contou com uma equipe de 30 pesquisadores, incluindo o brasileiro Frederico Omar Gleber Netto. Após o sucesso nos testes pré-clínicos, o MD Anderson agora avança em pesquisas para avaliar a aplicação clínica da descoberta em humanos.