Divórcio na infância e o risco de depressão na vida adulta
Ambiente familiar instável, e não a separação, é o fator determinante para o aumento de casos de depressão em filhos.
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Estudo publicado na revista Psychiatry Research aponta que filhos de pais separados apresentam maior incidência de diagnósticos depressivos, mas ressalta que o ambiente familiar é o fator determinante.
A pesquisa, divulgada em 30 de setembro de 2026, analisou dados de 128.264 adultos nos Estados Unidos coletados entre 2021 e 2024. Os resultados iniciais mostraram que 19,2% dos filhos de pais divorciados receberam diagnóstico de depressão, enquanto a taxa entre aqueles cujos pais permaneceram casados foi de 14,1%.
Apesar da diferença estatística inicial de 41%, o estudo indica que a separação por si só pode não ser a causa principal do transtorno. Ao considerar variáveis como o histórico de doenças mentais dos pais e o uso de substâncias, a correlação perde força. Entre os participantes que vivenciaram o divórcio, 20,8% relataram histórico de transtornos mentais em um dos genitores, contra 9,4% no grupo de pais casados.
Arthur Vaciloto, psicólogo do Espaço Einstein de Bem-Estar e Saúde Mental, enfatiza que a depressão é uma condição multifatorial. Segundo o especialista, é difícil isolar uma única causa para o desenvolvimento do quadro, destacando que um ambiente familiar instável e inseguro pode ser mais prejudicial para a saúde mental da criança do que o divórcio em si.