Divergência em dados de sarampo gera impasse nos EUA
Diferença nos dados federais e estaduais levanta questões sobre precisão e impacto da queda na vacinação.
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O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos confirmou na última terça-feira (29) o registro de duas mortes por sarampo no país ao longo de 2026. O balanço federal, contudo, contrasta com os registros estaduais da Pensilvânia, onde quatro óbitos pela mesma doença foram contabilizados.
A discrepância ocorre devido a uma mudança na metodologia do CDC, que passou a utilizar dados de mortalidade do Centro Nacional de Estatísticas de Saúde (NCHS) em vez de depender exclusivamente das informações enviadas pelos departamentos estaduais de saúde. Até o dia 24 de setembro, o país acumulou 3.659 casos confirmados da doença.
O cenário tem gerado debates sobre a precisão dos registros. O secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., questionou os números estaduais, afirmando que apenas uma das mortes notificadas na Pensilvânia teria sido causada pelo sarampo. A queda na cobertura vacinal infantil, observada desde 2016 e intensificada durante a pandemia de Covid-19, é apontada como um fator central para o aumento de casos graves.
Em nota, o CDC informou que o número de mortes está sujeito a alterações conforme novas análises forem concluídas. O órgão federal declarou que trabalha atualmente com epidemiologistas estaduais para estabelecer uma definição padronizada de óbitos relacionados ao sarampo, visando garantir maior consistência nos relatórios nacionais.