Dilema sobre casamento levanta debate sobre falta de intimidade
Ausência de intimidade física e emocional abala noivado: será que a estabilidade compensa a falta de conexão?
Casal com problema de relacionamto: mulher de 65 anos sente falta de intimidade com o parceiro (Adobe)
Uma leitora da coluna Equilíbrio, da Folha de S.Paulo, expôs um impasse pessoal sobre o seu próximo matrimônio. Em relato publicado no dia 18 de outubro de 2026, a mulher questiona a viabilidade de se casar com um parceiro que, embora seja descrito como gentil e responsável, mantém uma postura de distanciamento emocional e físico.
Apesar de compartilharem uma rotina que inclui a mesma residência, viagens e interesses sociais, a autora da carta descreve a relação como estritamente platônica. Ela relata enfrentar uma solidão profunda e uma carência de afeto que vai além do campo sexual, sentindo-se limitada ao interagir com o noivo.
A situação já foi objeto de acompanhamento profissional, com o casal tendo passado por um ano de terapia sem que houvesse mudanças significativas no padrão de convivência. O noivo, por sua vez, atribui o comportamento apenas a uma característica de reserva emocional.
O caso, que é uma reprodução de uma coluna de aconselhamento do The New York Times assinada por Lori Gottlieb, reflete o conflito entre a estabilidade prática de um relacionamento e a necessidade de conexão íntima. A leitora busca compreender se a compatibilidade em outros âmbitos da vida é suficiente para sustentar a união diante da ausência de proximidade emocional que ela considera essencial.
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