Diagnóstico tardio de Somp leva jovem a perder ovário aos 17 anos
Jovem relata anos de dor e negligência médica que levaram à perda de um ovário e trompa por diagnóstico tardio de condição ginecológica.
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A estudante Mariana Soares, de 23 anos, enfrentou uma trajetória de negligência médica que resultou na perda de um ovário e de uma trompa ainda na adolescência. O caso, relatado no caderno Equilíbrio da Folha de S.Paulo, destaca os riscos do diagnóstico tardio em condições ginecológicas complexas.
As dores pélvicas de Mariana começaram aos 8 anos, antes mesmo da menarca, que ocorreria apenas aos 11. Durante anos, a estudante buscou auxílio na rede pública, onde relata ter encontrado profissionais que ignoraram seu histórico clínico e prescreveram tratamentos hormonais sem a realização de exames diagnósticos adequados.
A situação de saúde da jovem se agravou aos 13 anos, quando apresentou um episódio de sangramento contínuo por 50 dias, o que desencadeou um quadro de anemia. Apenas aos 14 anos, após a família custear uma consulta particular, Mariana recebeu o diagnóstico de Somp (Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina), após ter sido tratada anteriormente por Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP).
A falta de um acompanhamento eficaz e a demora na identificação correta da patologia culminaram em uma intervenção cirúrgica aos 17 anos, quando a estudante precisou remover um dos ovários e uma trompa. O relato de Mariana exemplifica as dificuldades enfrentadas por pacientes que lidam com a subestimação da dor crônica feminina e a necessidade de maior rigor na investigação clínica desde os primeiros sintomas.