Crise de ebola na RDC supera capacidade de resposta humanitária
Surto de Ebola na RDC avança mais rápido que medidas de contenção, alertam especialistas.
(Reprodução/NPR Health)
A epidemia de ebola na República Democrática do Congo atingiu um patamar crítico, com o ritmo de contágio superando a infraestrutura de saúde disponível. Até o dia 18 de outubro de 2026, o país registrou 9.455 casos confirmados e 4.561 mortes, números que evidenciam a gravidade deste que já é o segundo maior surto da história da nação.
O cenário é agravado pela natureza do vírus em circulação, a variante Bundibugyo, para a qual não existem vacinas ou tratamentos específicos desenvolvidos. A propagação já alcançou oito províncias e 66 zonas de saúde, espalhando-se rapidamente desde o início do surto, em maio de 2026. A situação é ainda mais complexa devido à confirmação de casos importados no Quênia, detectados a partir de 6 de outubro.
Heather Kerr, diretora nacional do International Rescue Committee (IRC) na RDC, alertou que a resposta atual está defasada em comparação com esforços anteriores. Segundo a diretora, o surto de 2018 contava com um cenário epidemiológico menos severo neste mesmo período, com 609 casos e 370 mortes registrados, o que ilustra a velocidade alarmante da crise atual.
As equipes de campo enfrentam obstáculos severos, incluindo cortes orçamentários, escassez de dados precisos e a resistência de comunidades temerosas. Kerr enfatiza que o financiamento é o fator decisivo para a contenção, destacando a necessidade urgente de recursos adicionais para sustentar a operação de resposta em meio a um ambiente de insegurança e crise humanitária prolongada.
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