Crise de desabastecimento de remédios oncológicos persiste
Escassez de medicamentos essenciais para oncologia nos EUA completa quatro anos, impactando tratamentos e forçando adaptações em hospitais.
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Pesquisa da National Comprehensive Cancer Network aponta que a falta de medicamentos essenciais para o tratamento de câncer nos Estados Unidos entra em seu quarto ano consecutivo sem sinais de melhora.
O levantamento, realizado em agosto de 2026, revelou que a totalidade das instituições de saúde consultadas enfrenta escassez de pelo menos um agente anticancerígeno. Entre os centros participantes, mais de 20% relataram a falta de cinco ou mais medicamentos simultaneamente.
Os fármacos mais afetados incluem a ifosfamida, com 94% de incidência nos centros, seguida pela carboplatina em 71% dos casos, o BCG para câncer de bexiga em mais de 50% e a cisplatina, com 16%.
Para contornar a situação, 61% das instituições adotaram medidas como a alteração de dosagens e a gestão rigorosa de resíduos. Além disso, 90% dos centros precisaram repetir autorizações prévias junto a planos de saúde, um processo burocrático que resultou em atrasos no tratamento de pacientes em 17% dos casos.
A CEO da NCCN, Dr.ª Crystal S. Denlinger, classificou o cenário como desanimador. Segundo a executiva, embora as redes de saúde tenham desenvolvido forças-tarefa internas para manter o atendimento, essas ações consomem recursos valiosos e aumentam a pressão sobre um sistema já sobrecarregado.
O monitoramento formal da crise teve início em junho de 2023, após problemas em uma fábrica na Índia impactarem o fornecimento global. Desde então, o setor mantém pressão sobre o Congresso e o governo dos Estados Unidos por reformas que estabilizem o mercado de genéricos e aumentem a transparência na cadeia de suprimentos.