Falhas em ensaios da Novartis e Novo Nordisk abalam setor
Falhas em testes de medicamentos de alto perfil abalam confiança e podem frear investimentos em novas terapias cardiovasculares.
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Resultados negativos em estudos cardiovasculares de alto perfil levantam incertezas sobre o futuro dos investimentos em grandes ensaios clínicos da indústria farmacêutica.
A Novartis reportou que o medicamento experimental pelacarsen, apesar de reduzir em 80% os níveis de lipoproteína(a), não apresentou eficácia na diminuição de eventos cardiovasculares, como infartos e derrames, em um estudo de fase 3 envolvendo 8.323 pacientes. A empresa declarou que avaliará os dados detalhados antes de definir os próximos passos para o ativo.
Simultaneamente, a Novo Nordisk interrompeu precocemente os ensaios de fase 3 HERMES e ATHENA, que testavam o ziltivekimab. A decisão ocorreu após um comitê independente identificar baixa probabilidade de sucesso, considerando que o fármaco já havia falhado em demonstrar redução de riscos cardiovasculares no estudo ZEUS, publicado em julho de 2026. A farmacêutica dinamarquesa manterá, contudo, um estudo focado em cenários agudos pós-ataque cardíaco, com previsão de resultados para o primeiro semestre de 2027.
Especialistas da área indicam que as falhas atingiram alvos com forte base genética e epidemiológica, o que frustrou expectativas do setor. O cardiologista Ethan Weiss descreveu o cenário como um fator que pode desencorajar novos investimentos, afirmando que a confiança na previsibilidade genética para o sucesso de medicamentos em estudos de desfecho foi abalada.
O impacto dessas interrupções é considerado significativo por analistas, como o Dr. David Maron, presidente da Sociedade Americana de Cardiologia Preventiva, que classificou os resultados como um golpe importante para o campo da cardiologia preventiva.