Consumo de maçã favorece saúde cardiovascular e intestinal
Estudo revela como a fruta auxilia no controle da glicose, na saúde vascular e no equilíbrio da microbiota intestinal.
Embora os polifenóis estejam presentes em toda a maçã, a principal fonte é a casca (Dado Ruvic/Reuters)
Uma revisão científica compilou 38 estudos para analisar como a fruta atua no controle da glicemia, na função vascular e no equilíbrio da microbiota humana.
Publicado no periódico Food & Function, o levantamento conduzido por pesquisadores italianos destaca que a maçã é rica em nutrientes e compostos bioativos, como quercetina, catequinas, proantocianidinas e fibras, com destaque para a pectina. Esse componente atua como um prebiótico, favorecendo o crescimento de bactérias benéficas, como as bifidobactérias, que auxiliam na produção de ácidos graxos de cadeia curta.
Além dos benefícios intestinais, a análise aponta efeitos positivos na função dos vasos sanguíneos, incluindo a melhora na capacidade de dilatação e no potencial antioxidante do organismo. O consumo da fruta também foi associado a um melhor controle glicêmico, tanto em efeitos imediatos após as refeições quanto em intervenções de longo prazo.
Apesar dos resultados promissores, especialistas recomendam cautela na interpretação dos dados. Isis Helena Avelino, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein, ressalta que a diversidade entre as populações participantes e as quantidades de maçã consumidas nos estudos revisados impede a definição de conclusões definitivas ou recomendações generalizadas.
A maçã é amplamente reconhecida na literatura científica por seu valor nutricional e se alinha às diretrizes do Ministério da Saúde, que orienta a priorização de alimentos in natura ou minimamente processados na dieta diária.
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