Consumo de grãos integrais melhora indicadores cardiovasculares
Substituir grãos refinados por integrais na dieta melhora controle de colesterol, triglicérides e pressão arterial, aponta estudo.
Salada de grãos integrais (Karime Xavier/Folhapress)
Estudo publicado no European Heart Journal indica que a substituição de refinados por versões integrais na dieta auxilia no controle de colesterol, triglicérides e pressão arterial.
A pesquisa, divulgada em setembro de 2026, realizou uma metanálise de 87 ensaios clínicos envolvendo mais de 6.500 participantes. Os resultados apontam que a mudança alimentar favorece a saúde metabólica e cardiovascular de forma consistente.
Para obter os benefícios observados, a recomendação é o consumo diário de 60 a 100 gramas de grãos integrais, medidos em peso seco antes do cozimento. Essa quantidade equivale a um intervalo de quatro a seis porções por dia.
Brennda Leal, nutricionista do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que a superioridade nutricional dos grãos integrais reside na preservação de suas três partes fundamentais: o farelo, rico em fibras; o gérmen, que contém vitaminas, minerais e gorduras; e o endosperma, composto por amido e proteínas. O processo de refinamento, por outro lado, remove o farelo e o gérmen, reduzindo drasticamente o teor de nutrientes.
Embora o consumo regular auxilie no controle da glicemia e de outros marcadores lipídicos, o estudo observou que os impactos diretos sobre o peso corporal e a circunferência abdominal são limitados. A adoção desses alimentos integrais alinha-se às diretrizes atuais que priorizam dietas ricas em vegetais e fibras para a prevenção de doenças crônicas.
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