Como o transtorno obsessivo-compulsivo molda rotinas e medos
Pensamentos intrusivos viram rituais diários que afetam a vida de quem sofre com a condição.
Foto: Reprodução
Reportagem publicada pelo caderno Equilíbrio da Folha de S.Paulo detalha como o TOC transforma pensamentos intrusivos em rituais diários, afetando a qualidade de vida de pacientes.
O relato de Alex, que começou a apresentar sintomas aos 13 anos, ilustra a rigidez imposta pela condição. A paciente, que se define como uma pessoa obsessiva por rituais, sentia a necessidade compulsiva de carregar sempre sete objetos consigo e de manter uma lista exata de 400 contatos em seu aparelho celular para sentir-se segura.
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo é uma condição que atinge cerca de 3% da população mundial. O quadro clínico é marcado pela transformação de pensamentos banais em ameaças reais, o que força o indivíduo a criar comportamentos repetitivos como uma forma de aliviar a ansiedade gerada por esses medos.
Segundo Katharina Bey, psicoterapeuta do Hospital Universitário de Bonn, na Alemanha, esses comportamentos compulsivos surgem como uma tentativa de lidar com o sofrimento psíquico. A especialista destaca a importância de intervenções clínicas adequadas para o manejo do transtorno.
O tratamento eficaz para casos como o de Alex envolve uma abordagem combinada. O protocolo médico padrão inclui o uso de medicamentos antidepressivos associado à Terapia de Exposição e Prevenção de Resposta, técnica fundamental para que o paciente aprenda a enfrentar os gatilhos sem recorrer aos rituais de compensação.
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