Coluna de Marcelo Leite critica instrumentalização religiosa
Análise aponta instrumentalização da fé e desinformação como ameaças à ética democrática e ao debate público.
Foto: Reprodução
Em artigo publicado na Folha de S.Paulo neste domingo de eleições, 4 de outubro de 2026, o jornalista Marcelo Leite reflete sobre o cenário político brasileiro e a degradação dos valores éticos no debate público.
O texto, intitulado originalmente como uma análise sobre a decência, aborda o que o autor classifica como a instrumentalização de símbolos religiosos para fins eleitoreiros. Leite, que se declara ateu, questiona a mistura entre fé e política, criticando episódios em que figuras públicas utilizam dogmas para angariar votos.
O colunista também tece críticas ao uso de narrativas de desinformação no processo eleitoral. Segundo o autor, o jornalismo e a ciência devem manter um compromisso rigoroso com fatos e verificações, opondo-se ao que descreve como narrativas que ameaçam a ética democrática.
O autor reforça a necessidade de um posicionamento claro diante de discursos que considera incompatíveis com os direitos humanos e a dignidade.
Ao encerrar sua reflexão, o jornalista defende que a integridade do debate público depende da rejeição a práticas que buscam manipular crenças pessoais para sustentar projetos de poder, apelando por uma postura mais ética de todos os envolvidos no pleito.