Cirurgião que sobreviveu à falência cardíaca lidera xenotransplantes
Médico que superou problemas cardíacos lidera avanços em transplantes com órgãos suínos geneticamente modificados.
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A trajetória de Robert Montgomery, diretor do Instituto de Transplante Langone da NYU, une a superação de graves problemas de saúde ao avanço científico na substituição de órgãos humanos por alternativas de origem animal.
O médico, que sofreu paradas cardíacas em 2010, durante uma trilha na Patagônia, e novamente em 2018, conviveu com a cardiomiopatia dilatada, a mesma condição que causou a morte de seu pai. Essa experiência pessoal impulsionou sua dedicação em buscar soluções para a escassez de órgãos, que afeta milhares de pacientes em estado crítico nos Estados Unidos.
Atualmente, Montgomery lidera pesquisas focadas em xenotransplantes, utilizando órgãos suínos geneticamente modificados para evitar a rejeição hiperaguda pelo sistema imunológico humano. O objetivo é contornar a limitação de doadores disponíveis, que atualmente não supre a demanda anual de transplantes no país.
Em recentes estudos, o cirurgião demonstrou que rins de porcos com modificações genéticas específicas puderam manter a função renal humana por 32 dias sem necessidade de dispositivos experimentais adicionais.
O especialista ressalta que o progresso obtido desde a primeira cirurgia realizada em 2021 oferece uma nova perspectiva para pacientes que aguardam por transplantes renais. O trabalho segue como um dos principais focos de inovação tecnológica no Instituto de Transplante Langone.