China impõe restrições a chatbots que simulam relações humanas
China restringe IA com vínculos emocionais para proteger jovens de riscos à saúde mental.
Foto: Reprodução
Nova regulamentação proíbe que sistemas de inteligência artificial estabeleçam vínculos emocionais com menores de 18 anos, visando mitigar riscos à saúde mental.
A medida, formalizada por cinco órgãos governamentais chineses, incluindo a Administração Nacional do Ciberespaço, estabelece diretrizes rígidas para o setor de tecnologia. O objetivo central é impedir que algoritmos estimulem a dependência afetiva ou sugiram comportamentos de automutilação entre usuários jovens.
A norma foi publicada em 13 de abril de 2026 e entrou em vigor oficialmente em 15 de julho do mesmo ano. Antes mesmo do prazo final, grandes empresas do setor, como ByteDance, Alibaba e Tencent, optaram por suspender as funções de companhia em aplicativos populares como Doubao, Qwen e Yunbao.
A decisão reflete uma postura de maior controle estatal sobre o desenvolvimento de tecnologias de IA, motivada por preocupações com o impacto psicológico desses serviços. Relatos sobre tentativas de suicídio associadas ao uso dessas plataformas impulsionaram a necessidade de uma intervenção regulatória mais severa no país.
Enquanto a China avança com restrições específicas para proteger menores, o debate sobre a regulação de sistemas de inteligência artificial segue em diferentes estágios ao redor do mundo. No Brasil, por exemplo, o Projeto de Lei 2338, que trata da regulamentação da IA, ainda aguarda votação na Câmara dos Deputados.
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