Calor extremo supera o frio em mortes por doenças respiratórias
O calor extremo já supera o frio como causa de mortes por problemas respiratórios no país, segundo pesquisa inédita.
Camada de poluição vista do Pico do Jaraguá, na zona oeste de São Paulo (Zanone Fraissat/Folhapress)
Dados recentes indicam uma mudança no perfil de mortalidade associada a variações climáticas no Brasil, com as altas temperaturas tornando-se um fator de risco mais letal para o sistema respiratório do que as quedas bruscas de termômetro.
Levantamento publicado pela Folha aponta que aproximadamente 6.000 brasileiros perdem a vida anualmente devido a complicações respiratórias agravadas por condições climáticas extremas. O estudo desafia a percepção consolidada de que o frio seria o principal vilão para a saúde pública nesse aspecto.
O impacto do calor excessivo sobre a saúde da população tem exigido maior atenção das autoridades sanitárias, visto que o aumento das temperaturas globais reflete diretamente na frequência de atendimentos de emergência em grandes centros urbanos.
A análise reforça a necessidade de estratégias de prevenção voltadas especificamente para períodos de ondas de calor, que se mostram cada vez mais determinantes para o agravamento de quadros respiratórios crônicos e agudos na população brasileira.
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