A história de uma sobrevivente da poliomielite em 1956
Mãe em pulmão de aço dá à luz em caso médico inédito e desafiador da década de 50.
Foto: Reprodução
Em 1956, Elizabeth Mennell enfrentou um desafio médico sem precedentes ao contrair poliomielite durante o quinto mês de gestação de sua segunda filha, Susan.
Funcionária de destaque no Ministério das Relações Exteriores britânico, Elizabeth levava uma vida ativa marcada por caminhadas e natação antes de ser acometida pela doença, que resultou em paralisia severa.
Para garantir a sobrevivência de Elizabeth e a continuidade da gestação, a equipe médica utilizou um pulmão de aço, um dispositivo que funcionava como um ventilador mecânico rudimentar.
O equipamento, composto por um cilindro metálico horizontal, utilizava foles para forçar a expansão e a contração dos pulmões, permitindo que a paciente respirasse artificialmente.
Elizabeth permaneceu sob suporte desse aparelho por três anos, período no qual o nascimento de sua filha ocorreu sob condições médicas extremamente restritas e delicadas.
O relato sobre essa trajetória foi publicado em setembro de 2026, destacando a resiliência diante de um quadro clínico de alta complexidade tecnológica para a época.