Xangai consolida status de polo global para biotecnologia
Xangai se consolida como polo global de biotecnologia com inovações e acordos bilionários.
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A indústria biofarmacêutica chinesa vive um momento de expansão acelerada, transformando Xangai em um centro estratégico de inovação e atração de investimentos internacionais.
No primeiro semestre de 2026, o volume de acordos de licenciamento de saída (out-licensing) realizados por empresas chinesas atingiu US$ 99,7 bilhões. O montante já supera o total registrado em todo o ano de 2024 e representa 73% do volume alcançado em 2025, evidenciando a crescente relevância do setor no mercado global.
O ecossistema, conhecido como Science City, integra startups, centros de pesquisa e universidades com suporte governamental. Esse modelo tem atraído gigantes farmacêuticas como AstraZeneca, Merck, Novo Nordisk, Sanofi, Novartis e Roche, que buscam parcerias com companhias locais, a exemplo de Akeso, Jiangsu Hengrui Pharmaceuticals e SciBrunch Therapeutics.
A mudança de perfil do setor é notável, com uma transição de medicamentos genéricos para inovações originais. Até o momento em 2026, a China aprovou 59 medicamentos inovadores, sendo 13 deles dotados de novos mecanismos ou alvos terapêuticos.
Jeremy Levin, presidente executivo da Ovid Therapeutics, destaca que a mudança na atividade de licenciamento para ativos originados na China é um fato consolidado, com grandes farmacêuticas redirecionando seus negócios para o país. Yang Sheng, vice-diretor da Administração Nacional de Produtos Médicos da China, reforça que o progresso regulatório tem transformado o setor em um cartão de visitas da ciência nacional.
O movimento de internacionalização será reforçado pela 3ª Conferência da China sobre Inovação Biofarmacêutica e Desenvolvimento da Indústria de Ensaios Clínicos (CCTI2026), marcada para os dias 23 e 24 de outubro no Hilton Shanghai Zhangjiang Science City. O evento contará com a presença de especialistas como Greg Verdine, Peter Kolchinsky e Xiaodong Wang.
O objetivo de longo prazo da indústria chinesa é atingir um valor de mercado de US$ 521,8 bilhões até 2030, com a meta de que pelo menos 25% dos novos medicamentos 'first-in-class' do mercado global sejam originados no país.