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Vitamina B3 apresenta potencial no tratamento de glioblastoma

Vitamina B3 rejuvenesce células de defesa e mostra potencial contra um dos tumores cerebrais mais letais.

The Health Brief • • 2 min de leitura
Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Estudo clínico conduzido pela Universidade de Calgary indica que a administração de doses elevadas de niacina pode auxiliar no combate a um dos tipos mais agressivos de câncer cerebral, apresentando resultados promissores na sobrevida de pacientes.

A pesquisa de fase I/II revelou que 82% dos 24 pacientes participantes permaneceram livres da progressão da doença seis meses após o início do tratamento. O protocolo foi desenhado para atuar como uma terapia adjuvante, complementando as etapas padrão que incluem cirurgia, radioterapia e quimioterapia com temozolomida.

O mecanismo de ação identificado pelos neurocientistas Voon Wee Yong e pela oncologista Gloria Roldan Urgoiti sugere que a vitamina B3 atua no rejuvenescimento de células do sistema imunológico, como as células T de memória e as células natural killer. Ao reverter a supressão causada pelo tumor, a niacina permite que essas células voltem a atacar as estruturas cancerígenas.

Segundo o Dr. Voon Wee Yong, o processo funciona como uma batalha contínua pelo cérebro, onde o nutriente restaura a função defensiva do organismo. A Dra. Gloria Roldan Urgoiti ressalta que, diante da estagnação nas taxas de sobrevida do glioblastoma nos últimos 20 anos, novas abordagens são fundamentais, embora devam ser conduzidas sob protocolos de segurança rigorosos.

Apesar do otimismo inicial, a equipe de pesquisadores do Hotchkiss Brain Institute e do Arnie Charbonneau Cancer Institute enfatiza que os resultados atuais são preliminares. A realização de estudos maiores é necessária para confirmar a eficácia clínica e garantir a segurança do uso da niacina em larga escala antes de qualquer recomendação médica generalizada.

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