Vício digital: Terapia para recuperar o controle do tempo
Relato expõe a batalha contra o uso compulsivo de smartphones e a busca por tratamento para recuperar o controle do dia a dia.
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Jornal Folha - Equilíbrio e Saúde | 28 de junho de 2026
O uso excessivo de smartphones, outrora visto como um hábito inofensivo, tem se revelado um desafio crescente para a saúde mental e o bem-estar de muitos indivíduos. Em um cenário onde a conectividade é constante e a informação flui incessantemente, a linha entre o uso moderado e o vício digital torna-se tênue, levando pessoas a buscarem ajuda profissional para resgatar o controle de suas vidas. Um relato recente na seção Equilíbrio e Saúde da Folha expõe essa realidade, com um indivíduo revelando dedicar até 14 horas diárias ao celular e iniciar um processo terapêutico para combater o que descreve como um vício.
A jornada de recuperação descrita é um reflexo de um fenômeno cada vez mais documentado por especialistas. O tempo despendido em atividades online, como redes sociais, jogos e navegação irrestrita, pode ultrapassar significativamente o que seria considerado saudável, impactando negativamente a produtividade, as relações interpessoais e a saúde física e mental. A dificuldade em se desconectar, a ansiedade gerada pela ausência do aparelho e a negligência de outras responsabilidades são sinais clássicos que indicam a necessidade de intervenção.
O contexto web complementar, embora trate de um tema distinto – a descoberta de irmãs de esperma após os 20 anos –, corrobora a ideia de que aspectos da vida moderna, mesmo aqueles que parecem distantes, podem ter implicações profundas e, por vezes, inesperadas. Assim como a descoberta de laços familiares pode reconfigurar a identidade e as relações, o uso descontrolado da tecnologia pode desconfigurar a rotina e a percepção do tempo, alterando a forma como nos relacionamos com o mundo e conosco mesmos. A busca por terapia, neste caso, representa um esforço consciente para reestabelecer um equilíbrio perdido.
A terapia para o vício digital geralmente envolve uma abordagem multifacetada. Profissionais de saúde mental buscam identificar os gatilhos que levam ao uso excessivo, as emoções subjacentes que o comportamento tenta mascarar e as consequências negativas que ele acarreta. Técnicas como a terapia cognitivo-comportamental (TCC) são frequentemente empregadas para ajudar o indivíduo a reconhecer e modificar padrões de pensamento e comportamento disfuncionais. O objetivo é desenvolver estratégias de enfrentamento saudáveis e promover a autoconsciência, permitindo que a pessoa retome o controle sobre seu tempo e suas escolhas.
A construção de um plano de ação personalizado é fundamental. Isso pode incluir a definição de limites de tempo para o uso do celular, a criação de "zonas livres de tecnologia" em casa, a substituição de hábitos digitais por atividades offline prazerosas e o desenvolvimento de habilidades sociais que não dependam da mediação de telas. A busca por atividades físicas, hobbies, leitura e interações sociais presenciais são exemplos de caminhos que podem auxiliar na reconexão com o mundo real e na redução da dependência digital.
É importante ressaltar que o vício digital não é uma questão de falta de força de vontade, mas sim um problema complexo que pode envolver fatores psicológicos, neurológicos e sociais. A constante evolução das plataformas digitais, projetadas para capturar e reter a atenção do usuário, contribui para a dificuldade em estabelecer limites. A gratificação instantânea proporcionada por curtidas, notificações e novas informações pode criar um ciclo de recompensa que se assemelha a outros tipos de dependência.
O relato do indivíduo que dedica tantas horas ao celular e busca terapia é um convite à reflexão para a sociedade como um todo. Em um mundo cada vez mais digitalizado, é essencial promover a conscientização sobre os riscos do uso excessivo da tecnologia e incentivar a busca por um equilíbrio saudável. A recuperação do controle sobre o tempo e a atenção é um passo crucial para garantir o bem-estar e a qualidade de vida na era digital. A terapia se apresenta como uma ferramenta poderosa nesse processo, oferecendo suporte e estratégias para que indivíduos possam navegar no mundo online de forma mais consciente e menos prejudicial.