Utah expande uso de IA para prescrição de medicamentos
Inteligência artificial avança em Utah para prescrições médicas e saúde feminina, sob supervisão estatal.
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O estado de Utah, nos Estados Unidos, deu início a um novo projeto piloto que utiliza inteligência artificial para avaliar pacientes com acne e emitir prescrições médicas. A iniciativa faz parte do programa de sandbox regulatório estadual, que permite a testagem de tecnologias sob supervisão governamental.
A tecnologia, desenvolvida pela startup Nolla Health, utiliza questionários estruturados e a análise de fotografias da pele para determinar a elegibilidade do paciente para tratamentos de baixo risco. Nesta fase inicial, todas as decisões geradas pela inteligência artificial passam obrigatoriamente por uma revisão de um clínico licenciado antes da emissão da receita.
O Escritório de Política de IA de Utah, responsável pela supervisão, planeja que o serviço possa, em etapas futuras, operar de forma autônoma, sem a necessidade de revisão humana prévia. A Nolla Health, que recebeu um aporte de 4,5 milhões de dólares no último ano, integra a estratégia do estado de integrar soluções automatizadas ao sistema de saúde.
O estado já possui um precedente com a empresa Doctronic, que desde janeiro de 2026 testa a renovação autônoma de prescrições para cerca de 190 medicamentos voltados a condições crônicas, como hipertensão e diabetes. O modelo tem enfrentado resistência de entidades como a Associação Médica Americana e o Conselho de Licenciamento Médico de Utah.
Críticos do modelo, incluindo o médico Alan Smith, presidente do Conselho de Licenciamento Médico de Utah, questionam a responsabilidade legal em casos de falhas ou reações adversas graves aos medicamentos prescritos sem intervenção humana. O debate central gira em torno da segurança do paciente e da definição de quem deve responder por eventuais erros clínicos decorrentes da automação.