Uso prolongado de cetamina causa danos graves em jovem britânica
Jovem relata sequelas graves, incluindo incontinência, após uso precoce de cetamina.
Megan Harmes diz que já se sente melhor fisicamente após quatro semanas de tratamento para parar de usar cetamina, mas ainda não se sabe se os danos à bexiga têm reversão (BBC)
Aos 22 anos, Megan Harmes enfrenta sequelas físicas severas após iniciar o consumo da substância ainda na adolescência. O quadro clínico inclui incontinência urinária, que a obriga a utilizar fraldas, além de dores crônicas e limitações na postura corporal.
O histórico de consumo de Harmes teve início aos 14 anos. Atualmente, a jovem participa de um programa de reabilitação e concluiu um ciclo de quatro semanas de tratamento para interromper o uso da droga. Até o momento, não há prognóstico médico definitivo sobre a reversibilidade das lesões causadas à sua bexiga.
O caso de Harmes reflete um cenário preocupante no Reino Unido, onde a cetamina é classificada como droga de classe B desde 2014. Dados da entidade Kaleidoscope indicam um aumento expressivo na demanda por tratamento especializado, com os encaminhamentos para desintoxicação saltando de dois casos em 2021 para 112 em 2026.
A maioria dos pacientes atendidos pela organização na faixa etária de 18 a 24 anos busca auxílio para lidar com a dependência da substância. O crescimento de 12 vezes na procura por reabilitação na última década no país acende um alerta sobre os riscos do uso recreativo prolongado da droga.
Assine o The Health Brief
Receba notícias em tempo real, análises profissionais e acesso ao Terminal Web.
- Notícias dos seus temas
- Terminal no celular
- Aviso de notícia nova
- Temas personalizados
- Terminal Web completo
- Análises profissionais