Temperatura corporal pode explicar risco maior de doenças autoimunes
Variações térmicas no corpo feminino, ligadas ao ciclo e menopausa, podem explicar maior risco de doenças autoimunes.
Body temperature was measured via thermometers in the inner ear (B. Boissonnet/BSIP)
Flutuações térmicas naturais associadas ao ciclo menstrual e à menopausa surgem como possíveis fatores biológicos para a disparidade de gênero nessas condições.
Publicada em 23 de outubro de 2026, uma reportagem da seção de saúde da New Scientist aponta que a variação na temperatura do corpo feminino pode desempenhar um papel determinante na maior incidência de doenças autoimunes em mulheres quando comparadas aos homens.
O estudo destaca que o organismo feminino passa por mudanças térmicas significativas ao longo da vida reprodutiva. A hipótese central é que essas alterações constantes na regulação da temperatura interna influenciam o sistema imunológico, criando um ambiente mais suscetível ao desenvolvimento de quadros autoimunes.
Embora a prevalência superior dessas condições em mulheres seja um fato clínico estabelecido, a investigação busca compreender os mecanismos biológicos subjacentes a essa diferença. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre desdobramentos futuros ou nomes de pesquisadores envolvidos na análise.
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