Solidão e isolamento social reduzem anos de vida saudável
Isolamento social e solidão reduzem anos de vida saudável, com homens mais afetados, aponta estudo.
Foto: Reprodução
Estudo da Universidade de Tulane publicado na revista Nature Communications revela que o isolamento social e a solidão impactam significativamente a expectativa de vida livre de doenças, com efeitos mais acentuados na saúde mental.
A pesquisa, divulgada em 10 de outubro de 2026, aponta uma disparidade entre os gêneros. Homens que enfrentam ambos os quadros perdem, em média, 5,8 anos livres de depressão e ansiedade, enquanto para as mulheres a perda é de aproximadamente 3,7 anos.
Lu Qi, autor principal do estudo e professor na Tulane University, destaca que a solidão e o isolamento social possuem consequências à saúde comparáveis a outros fatores de risco estabelecidos, embora ainda sejam subestimados como preocupações de saúde pública.
Os dados indicam que, enquanto hábitos como dieta equilibrada, exercícios físicos e sono regular auxiliam na mitigação dos danos causados pelo isolamento social, essas práticas não apresentam a mesma eficácia na redução dos riscos específicos associados à solidão.
O pesquisador ressalta que os homens demonstram maior suscetibilidade aos efeitos da solidão, um fator que pode estar relacionado às diferenças biológicas e de longevidade entre os sexos.
A equipe de pesquisa planeja agora expandir a investigação para outros grupos populacionais e realizar ensaios clínicos, buscando determinar se existe uma relação direta de causalidade entre a falta de conexão social e os prejuízos observados na saúde física e mental.
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