Senado adia votação de indicação para chefia da FDA
Nomeação para FDA adia votação no Senado para após eleições de meio de mandato, com reservas sobre independência da candidata.
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A nomeação da médica Heidi Overton para a liderança da agência reguladora de alimentos e medicamentos dos EUA, a FDA, não será submetida a votação no Senado antes das eleições de meio de mandato de 2026.
Embora a candidata tenha passado por uma audiência de confirmação realizada em 24 de setembro, o Comitê de Saúde, Educação, Trabalho e Pensões do Senado não agendou a votação necessária para avançar com a indicação. O calendário legislativo prevê um período de trabalho estadual a partir de 5 de outubro, o que torna improvável qualquer deliberação antes do pleito de novembro.
A indicação de Overton, atual assessora de política doméstica da Casa Branca, enfrenta incertezas políticas. O presidente do comitê, o senador Bill Cassidy, expressou reservas sobre a nomeação, questionando a independência da candidata em relação à administração Trump. Durante a audiência, Cassidy enfatizou a necessidade de garantias sobre a integridade científica da agência, especialmente em temas sensíveis como vacinas e o acesso ao medicamento abortivo mifepristona.
Em resposta aos questionamentos, Overton afirmou que seguirá os requisitos estatutários para o cargo e que dará ao presidente seu melhor aconselhamento técnico. Sobre a vacina MMR, a candidata declarou que o imunizante é seguro e eficaz. A posição de comissário da FDA permanece ocupada interinamente por Kyle Diamantas desde a saída de Martin Makary em maio de 2026.