Riscos à saúde associados à prática de mukbang
Consumo excessivo de alimentos em vídeos de redes sociais pode levar a graves problemas de saúde, como evidenciado por mortes recentes.
Foto: Reprodução
A morte da influenciadora chinesa Chen Ziyi, conhecida como Ganfan Yingying, aos 24 anos, reacende o alerta sobre os perigos da hiperalimentação recorrente em vídeos de redes sociais.
O óbito ocorreu em 17 de agosto de 2026, mas a confirmação oficial pela família foi divulgada apenas no dia 4 de setembro. A criadora de conteúdo, que acumulava 1 milhão de seguidores na plataforma Douyin, havia relatado publicamente uma queda acentuada nos níveis de potássio no sangue pouco antes de falecer. Após o ocorrido, seus perfis foram desativados.
O fenômeno do mukbang, que surgiu na Coreia do Sul no final dos anos 2000, consiste na transmissão de indivíduos consumindo volumes excessivos de alimentos. Embora tenha se tornado uma tendência global, a prática de ingerir grandes quantidades de comida em pouco tempo impõe riscos graves ao organismo.
Especialistas apontam que o hábito pode levar a complicações severas, como perfuração gástrica, sangramento digestivo, broncoaspiração e compressão do diafragma e dos pulmões. Além dos danos físicos imediatos, a exposição a esse tipo de conteúdo levanta preocupações sobre o impacto psicológico e a influência de hábitos alimentares desequilibrados sobre o público.